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Compassividade

 

Uma mente compassiva vê beleza e protege a vida naturalmente. Porem, a mente compassiva, que é a mente do bodhisatva, ainda tem dentro de si um paradoxo, ainda tem dentro de si um eu e tem dualidade. Porque existe o outro e ele tem compassividade pelo outro, ele ainda não tem uma mente completamente iluminada. Chama-se isto de iluminação com resíduos.  O pensamento de compaixão ainda é um pensamento onde existe o “eu estou aqui e eles estão lá”. O sentimento de compaixão é um sentimento que tem dentro de si naturalmente a dualidade. Então quando surge o fim da dualidade em que o eu se dissolve, não existe mais o caminho da virtude nem o caminho da compaixão, porque a não dualidade implica que não existe o eu e o outro, a dor dos outros é a minha dor. O sentimento de compaixão desaparece dentro de uma concepção de perfeita unidade.

 Mesmo assim essa unidade não diz, eu sou a unidade. A unidade é vazia completamente de um eu, por isso o conceito de vazio torna-se tão importante no budismo. Porque, de que as coisas estão vazias? As coisas,  todos os fenômenos, nós, somos vazios de um eu. Porque não existe eu algum, então, o vazio são esses próprios fenômenos. Se o vazio são os fenômenos, então os fenômenos são o próprio vazio. Por isso vocês todos são a vacuidade e a vacuidade somos todos nós e a miríade de todas as coisas. Por isso é necessário esquecer-se de si mesmo para ser iluminado pela miríade de todas as coisas. Essa é a essência do ensinamento budista. 

Monge Genshô 

(Trecho de palestra inserida em "textos" com o título de "Os preceitos do Jukai" , decupada da gravação por Ápio San)

 
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As sementes do Carma

 

 

Nós temos sementes de todas as nossas existências ou existências de toda a humanidade, não importa, não importa muito o que pensamos a esse respeito, o que importa é que dentro de nós existem sementes guardadas prontas para despertar. Existem dentro de cada um de nós, sementes de raiva e sequer imaginamos isso. Habituamo-nos a praticar bondade, cultivar pensamentos de compaixão, amorosidade, perdão. Mas um dia alguém vai lá e diz a palavra certa. Muitas vezes as pessoas com quem se convive muito, a família, os cônjuges, aprendem exatamente o que fere. E nesse momento em que a palavra certa é dita, a raiva explode, surge. E pensávamos que estava adormecida, estava, mas era como uma semente em uma terra seca que ao colocarmos água brota. Quanto mais água e adubo colocarmos, quanto mais cuidarmos da semente, mais a arvore cresce, fica forte e poderosa. 

As sementes da raiva são consideradas no budismo como as piores, o pior veneno da mente. Quando ela desperta pode destruir o mundo em sua volta. Como vemos no oriente médio hoje em dia. Cultivamos muitas sementes de raiva, ódio e diferença. Dia destes um amigo me escreveu, “Por que os judeus são isso e aquilo outro, os árabes, sunitas e alauítas, vivem brigando por que uns invadem as terras dos outros e etc”. na Síria hoje (2012) nós temos alauítas, sunitas e cristãos e todos tem medo uns dos outros, e esse medo faz com que nenhum deseje que o outro assuma o poder. Esse medo gera uma guerra civil. Matam. Isso cria raiva, ressentimento, ódio. Mais medo. Mais raiva, mais ressentimento e mais ódio. E isso não tem fim, só cresce. E nos perguntamos como podem há tantos séculos estarem brigando? Esse ódio vai sendo passado de geração em geração, onde são narrados os casos de assassinatos dos avós, irmãos, tios e pais, construindo assim uma mente vingativa. Como a única maneira de resolver as coisas que eles enxergam é através da vingança e da vitória final com a aniquilação dos oponentes, e como essa aniquilação nunca é conseguida, o ódio e a raiva nunca tem fim.

 (Trecho de palestra publicada na secção textos, Monge Genshô)

CULTIVANDO A MENTE DE AMOR – Thich Nhat Hanh

Cultivando a mente de amor

Neste livro Thich Nhat Hanh partilha momentos que lhe tocaram o coração durante os anos de sua formação – bebendo a água cirstalina na fonte de um eremita; olhando a imagem de Buda na capa de uma revista; tornando-se um monge para praticar pela sua geração, sua sociedade e o mundo; e se apaixonando.

Ele tece estes episódios detalhadamente e examinando textos-chave do budismo Mahayna. O autor ajuda o leitor a entender a natureza da “inter-existência” e “interpenetração” de todas as coisas, ajudando a superar as noções que obstruem o caminho da experiência direta e assim entrar no “reino Avatamsaka da realidade última”. Assim ele nos mostra maneiras de cultivar nossa própria “mente de amor” e trazer alegria e esperança para nós mesmos e para muitos outros.

AÇÃO PACÍFICA, CORAÇÃO ABERTO – Thich Nhat Hanh

Ação Pacífica Coração Aberto

Um dos textos mais importantes e profundos de Thich Nhat Hanh. Neste livro, ele tece fabulosos comentários acerca de um dos Sutras mais reverenciados do budismo.

O Sutra do Lótus é considerado um grande unificador dos ensinamentos e princípios de todas as linhagens e escolas, além de asseverar que todos os seres são dotados do potencial para a completa iluminação. Os brilhantes vislumbres de sabedoria de Thich Nhat Hanh simplificam e atualizam o Darma, e acabam por abordar uma extensa gama de temas contemporâneos, desde as guerras, o tratamento dado ao terrorismo, a violência, até a ansiedade individual e a degradação do meio ambiente.

Com extrema lucidez, o autor demonstra como cada ser humano tem a capacidade de transformar e aperfeiçoar a sua condição individual, desenvolver compaixão e ajudar a criar paz no mundo atual.

PARA UMA PESSOA BONITA – Shundo Aoyama Roshi

Para uma pessoa bonita

Para uma pessoa bonita é quase um manual sobre a maneira como podemos nos tornar realmente belos. Não aquela beleza efêmera que os anos podem desfazer, mas a beleza profunda e verdadeira, que se revela naqueles que são capazes de manter o coração puro e dedicado ao cuidarem ternamente de todos os seres.

Uma pessoa bonita é aquela que sabe reconhecer, em cada instância da vida, o Caminho Iluminado. Nesta coleção de ensaios, Shundo Aoyama Rôshi, Mestra Zen Budista, escreve com simplicidade e profundidade, abrindo o portal da compaixão e da sabedoria e revelando experiências pessoais em sua Caminhada à Iluminação. Combina vivências de inter-religiosidade com seu vasto conhecimento de textos sagrados budistas e uma vida dedicada às práticas meditativas, tornando acessível a todos a beleza do Zen.

CD Cânticos Budistas – Francisco Casaverde

CD Canticos Budistas - Francisco Casaverde

Este CD contém músicas compostas por  Francisco Casaverde sobre textos tradicionais zen. São dez músicas em japonês e uma em pali cantadas pelo próprio autor com a participação da cantora Paula Tesser em cinco faixas. Estes textos são recitados originalmente em templos e mosteiros zen  do mundo inteiro durante cerimônias, mas não possuem melodias  e não são acompanhados por instrumentos musicais, como acontece aqui neste trabalho.

Francisco Casaverde é compositor, tecladista, arranjador, cantor e produtor musical. Já produziu vários CDs pelo selo Som & Forma e tem canções gravadas por diversos nomes da música popular brasileira.

SP – Sorocaba

Grupo de estudos zen de Sorocaba – SP

Facilitador: César Maximiano Duarte

Praticamos zazen, recitamos sutras e estudamos textos. As práticas são abertas a qualquer interessado. É aconselhável o uso de roupas confortáveis (calças leves e camisas/camisetas com mangas, preferencialmente em cor escura).

Contribuição: cada participante contribui com o valor que entende prudente, lembrando que todo o dinheiro arrecadado é revertido à própria Sangha, tanto para a obtenção de materiais de prática quanto para arcar com as custas de transporte e estadia dos Monges que coordenam o Grupo.

Rua Hildebrando Dionísio, 75, Jardim Abaeté. Sorocaba-SP. CEP: 18081-296.

Tel.: (15) 3031-5208 / (15) 97401-2269

Práticas ordinárias:

– às quartas-feiras, a partir das 19:30 (iniciantes e veteranos): Zazen (40 minutos), Kin´hin (5 minutos), leitura de sutras e estudo de textos do Dharma.
– aos sábados, a partir das 06:00 horas (veteranos): Zazen (40 minutos), Kin´hin (10 minutos), Zazen (40 minutos), leitura de sutras.

* Chegar com 15 minutos de antecedência, principalmente para a primeira vez;
* Não é possível entrar no Zendô depois do início das práticas, que ocorrem pontualmente nos horários estabelecidos.

SP – Guaratinguetá

Centro do Dharma Zen de Guaratinguetá – SP

Facilitador: JI HOU (Mauricio Matta)

Nossos encontros ocorrem todas as terças, das 19:30 às 21:30 horas e todos os sábados, das 10:00 às 12:00 horas. Praticamos zazen e estudamos textos.

Endereços

(quinta-feira): Rua Monsenhor Filippo, nº 367, Guaratinguetá, Centro (Espaço Viver)

(sábado): Estalagem Shambala, Rodovia Vice-Prefeito Salvador Pacetti, km 49,2, Cunha/SP

As práticas são abertas e gratuitas.

É recomendável o uso de roupas confortáveis, de cores discretas e que cubram joelhos e ombros.

Telefone: (12) 9738.3791 (Mauricio Matta)

E-mail: mauricio.matta@uol.com.br

Bolg:    zenguaratingueta.blogspot.com.br

SC – Rio do Sul

Centro do Dharma Zen de Rio do Sul – SC

Facilitador: Policarpo Uliana

Rua Carlos Gomes, 47, terceiro andar
(Entrada entre a Farmácia Gemballa e a loja Fascinação)
Rio do Sul, SC

Nossos encontros ocorrem todas as terças, das 19:30 às 21:30 horas e todos os sábados, das 14:30 às 16:00 horas. Praticamos zazen e estudamos textos.

As práticas são abertas e gratuitas.

É recomendável o uso de roupas confortáveis, de cores discretas e que cubram joelhos e ombros.

Telefone: (47) 8807-7413

E-mail: Policarpo Uliana

SC – Joinville

Centro do Dharma Zen de Joinville – SC

Facilitadora: Semitha Shin On

Tel: + 55 47 9744 9838
email – spianista@hotmail.com

Endereço: rua Lages, nº 375, sala 3, centro (em frente ao estacionamento do Habib’s).

Horários de prática:

Quartas – 20:00 horas.

Praticamos zazen e lemos textos. Os encontros são abertos para iniciantes ou praticantes mais antigos.

Usamos roupas confortáveis e de cores discretas. Não é permitido o uso de bermuda ou regata.

Telefone: (47) 9744-9838 (Semitha Cevallos)
E-mail: zenjoinville@gmail.com
Blog: zazenjoinville.blogspot.com