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Os oito aspectos da iluminação

 

Vamos estudar um texto que é Os Oito aspectos da iluminação, escrito por Dogen Zenji em Eihei Ji no dia seis de janeiro de mil duzentos e cinqüenta e três. Nesse momento, Dogen esta comentando o ultimo ensinamento de Buda. “Depois de passar quarenta anos ensinando, Buda está morrendo e dá esse ultimo ensinamento para seus monges.” Nós como leigos devemos entender que ele está falando para monges,  como leigos não estamos abrindo mão de tudo como ele preconiza para os monges. "Os vários budas foram todos pessoas iluminadas. A sua iluminação possui oito aspectos importantes e a realização desses oito aspectos é a base do nirvana." Nirvana não é um lugar, não é um céu ou paraíso, o nirvana é aqui nesse lugar onde nós estamos. Aqui é samsara se nós temos olhos que vêem samsara, aqui é nirvana se temos olhos que vêem nirvana, o nirvana e o samsara estão no mesmo lugar. Samsara é o mundo da perambulação, um mundo onde nós andamos procurando a felicidade sem parar. Procurando um emprego melhor, um mundo cheio de “ses”, seu eu tivesse um carro novo, se eu tivesse uma casa boa, se eu morasse num país sem pobreza, se eu tivesse um grande amor, se, se, se. Então esse mundo de “ses” onde as pessoas ficam procurando a felicidade sem parar é o samsara.

 

 

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Lei da causalidade

Buda disse: “Se quiser conhecer a causa passada, olhe para seu efeito presente;
Se quiser conhecer o efeito futuro, olhe para sua causa presente”.

YASUTANI, Hakuun. Oito aspectos no budismo. Zendo Brasil, 2007, pg 57.

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Aprisionamentos

 

Quando nós viemos para o sesshin e sentamos, a palavra sesshin quer dizer reunir ou consertar a mente, reunir uma mente que está espalhada, reunir num lugar só. Achar o centro, onde estou, estas são as respostas importantíssimas.Quem eu sou realmente? Porque se você souber quem é realmente vai poder fazer até uma operação plástica sem ficar preso porque você já sabe quem é. Você pode ter um determinado bem porque sabe ah, eu preciso de um carro com tais características.  E depois você pergunta para esta pessoa que sabe quem é: você está satisfeito com o seu carro? Sim eu estou satisfeito. Você não vai trocar por um novo? Não só quando começar a dar problemas eu vou pensar. É a mente saudável. Ambição sem fim é que é a mente infeliz porque basicamente ela não sabe quem é. Por não saber quem é fica procurando a si mesmo fora ou nas revistas que ditam os modelos de beleza ou nos objetos  que trazem felicidades muito curtas, muito temporárias. Eu acho que esta é a resposta essencial para a pergunta que foi feita. Onde é que existe o equilíbrio? Existe o equilíbrio na resposta a pergunta: quem sou eu? Então saber o que fazer, como e de que maneira, sem estar preso num redemoinho.

Quem souber quem é pode entrar no cassino, jogar na roleta, perder e sair, sem estar preso ao jogo da roleta. Quem sabe quem realmente é pode ir ao jogo de futebol e vibrar com o gol e sair do campo nem triste nem alegre. Triste porque perdeu ou alegre porque ganhou. Simplesmente partilhou com amigos um bom tempo ali e torceu, mas depois não está triste nem alegre porque ele não é o time. Esta é a diferença. Isto é muito difícil. Porque você vai perguntar para a pessoa quem você é e ele é capaz de responder assim: eu sou flamengo. Não é mais ele. Ele é flamengo. Isto é que é importante. É claro que quando a pessoa pratica espiritualmente há uma tendência a se distanciar das situações aprisionantes. O budismo aponta para esta liberdade. Liberdade dos aprisionamentos e dos automatismos.(Monge Genshô) (publicado originalmente em www.opicodamontanha.blogspot.com)

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Os problemas do mundo tem como base distorções cognitivas, não políticas

Cuando tenemos esta experiencia mística de ver la naturaleza amorosa del universo, vemos que lo que aportaría paz al mundo no es la política. Vemos que no hay modo de aportar auténtica armonía al mundo excepto viendo la armonía que ya hay en él. Vemos que la armonía externa debe ser una expresión de la armonía interna; si no es así, nunca se manifestará puesto que nuestra visión del mundo seguirá siendo una proyección de las ilusiones internas de separación y conflicto. Fundamentalmente, todo el mundo tiene esta proyección y se encuentra incómodo con ella, intentando cambiarla o mejorarla, luchando con ella dentro de su mente, haciendo pequeños cambios aquí y allá, pero básicamente sin resolverla. Si reconocemos realmente la naturaleza interior de la realidad -que es amorosa, que es gozosa, que es abundante- viviremos a partir de este reconocimiento y actuaremos de modo que podamos llevar a los demás a dicho reconocimiento.

Esta es la causa de que los maestros espirituales no suelan implicarse en reformas sociales. No están en contra de ellas, pero reconocen que no resolverán los problemas del mundo, puesto que dichos problemas se basan en distorsiones cognitivas.

A.H. Almaas: FACETAS DE LA UNIDAD, El Eneagrama de las Ideas Santas.

 

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Uma mente calma

 

Então, a primeira tarefa de vocês como praticantes de meditação é conseguir uma mente estável, enquanto ela estiver turbulenta vocês ainda não deram o primeiro passo, nós precisamos esfriar essa mente usando a imobilidade de nosso corpo, a respiração profunda, a ausência de estímulos e a boca fechada. 
 
 Nenhum aspecto deste último ponto é tão importante quanto o de evitar causar cisão na Sangha, este é considerado o maior crime budista depois de matar o pai , a mãe, um Buda e derramar o sangue de um Buda ou bodisatva, causar cisão na comunidade através de conversas, críticas, acusações ou desmerecimento de pessoas, afastando seres do caminho.  Uma mente calma e estável nos afasta dos temores e julgamentos vãos que criam a cizânia.
Monge Genshô

PENSANDO ZEN, A Vaca de Ferro do Zen – Albert Low

Pensando Zen

Esta notável série de ensaios, cada um iniciando por um koan elucidativo, é um desafio aos arraigados hábitos de pensar e agir. Baseando-se nas visões de pensadores tão diversos como Buda, Bertrand Russell, Immanuel Kant, e T. S. Eliot para explicar os conceitos essenciais do Budismo Zen, “A Vaca de Ferro do Zen” é uma leitura fascinante e instigante. Ao passo que todos os capítulos discutem a ambiguidade básica da humanidade e as capacidades requeridas para adquirir a visão desperta da realidade, cada seção se focaliza num aspecto particular do Zen e pode ser lida como um ensaio à parte. Em última instância, este mosaico de referências filosóficas históricas e literárias não apenas informa e diverte, mas também instiga o leitor a perceber sua existências sob um novo prisma. Um livro indispensável para filósofos, estudantes e praticantes do Zen.

O ZEN NA COZINHA – Monja Gyoku En

O Zen na Cozinha

A palavra japonesa Shôjin é composta dos caracteres espírito e progresso. Nas origens tinha o significado de zelar pelo treinamento dos monges no caminho da iluminação, ao utilizar apenas os alimentos mais simples. Shôjin Ryôri é comida para corpo e para o espírito. É a culinária típica dos mosteiros Zen Budistas e tem o sentido de nutrição, saúde e força espiritual para os monges e praticantes de Zen.

O coração da culinária Shôjin é a maneira de cozinhar e a apresentação dos pratos, simples porém refinados. Um dos fundamentos dessa cozinha é a redução do desperdício, que atua sobre nosso próprio corpo e sobre o meio ambiente. Uma forma inovadora e simples de cozinhar, uma fonte de inspiração para os cozinheiros, em que cada prato permite ser interpretado e modificado de acordo com as necessidades de cada um e com a variedade de ingredientes de cada região.

Título: O Zen na Cozinha
Autor: Monja Gyoku En
Editora: Cla Editora
Assunto: Gastronomia
ISBN: 9788585454340
Idioma: Português
Tipo de Capa: BROCHURA
Número de Páginas: 126

MENTE ZEN, MENTE DE PRINCIPIANTE – Shunryu Suzuki

Mente Zen Mente de Principiante

“Mente Zen” é uma dessas frases enigmáticas que os mestres Zen usam para fazer você se auto-observar, ir além das palavras e começar a refletir. “Eu conheço a minha mente”, você se diz, “mas o que é a mente Zen?” E continua: “Mas será que eu realmente conheço a minha mente? É isto que estou fazendo agora? É o que estou fazendo agora? É o que eu estou pensando agora? E se você procurar sentar e ficar fisicamente quieto por algum tempo para ver se descobre o que é sua mente e tentar localizá-la, então já começou a prática do Zen, começou a perceber a mente ilimitada.

A inocência deste primeiro questionamento – apenas se perguntar “o que sou eu?” – é mente de principiante.

A Mente de principiante é necessária através de toda a prática Zen. É a mente aberta, é a atitude que inclui tanto a dúvida quanto a possibilidade, a capacidade de ver as coisas sempre de forma nova, em seu frescor original. Ela é necessária em todos os aspectos da vida. Mente de principiante é a prática da mente Zen.

Este livro tem origem numa série de palestras que o Mestre Zen Shunryu Suzuki fez para um pequeno grupo em Los Altos, Califórnia. Ele participava das práticas de meditação do grupo uma vez por semana e depois respondia a perguntas e procurava encorajar os participantes na pr´patica do Zen, ajudando-os a resolver os problemas da vida. Sua abordagem é informal, e seus exemplos são tirados de acontecimentos e do bom senso.

Zen é aqui e agora, diz ele; e pode ser tão significativo para o Ocidente quanto para o Oriente. Contudo, seus ensinamentos e sua prática fundamental são provenientes dos muitos séculos de Zen-Budismo e especialmente de Dogen, um dos mais importantes e criativos dentre todos os mestres Zen.

Este livro, o único de Shunryu Suzuki, é sobre a prática do Zen como disciplina e caminho viável, sobre postura e respiração, sobre as atitudes e entendimentos básicos que tornam a prática do Zen possível, sobre a não dualidade, o vazio e a iluminação. Através dele começamos a entender o que ´´e realmente o Zen. E acima de tudo, cada página respira a alegria e a simplicidade que tornam possível uma vida livre de condicionamentos.

Shunryu Suzuki diz: “O mundo é sua própria mágica” – sentimento que permeia o livro todo. Lendo o livro com atenção, a mesma frase ou seqüência de idéias é simultaneamente simples e óbvia, obscura e desconcertante, e iluminadora. Aqui temos uma obra que provoca uma intensa, profunda e jubilosa reflexão.

CD Meditação Zen – Francisco Casaverde

CD Meditacao Zen

Este CD destina-se àquelas pessoas que desejam praticar, em casa, a meditação zen – shikantaza. Inicia-se com um toque do mokuhan, um sino de madeira, seguido de cinco minutos de silêncio. Neste tempo, o praticante deve dirigir-se à sua almofada de meditação, fazer as reverências, ajustar a postura e a respiração. Pode também acender uma vela e um incenso, caso tenha um altar em casa.

Depois disso, virão três toques do sino, marcando o início da meditação de quarenta minutos. Ao final deste tempo, o sino tocará mais uma vez, marcando o término da meditação.

Seguem-se dois minutos de silêncio, quando o praticante deve, então, fazer uma reverência na própria almofada, sair lentamente da postura de meditação e preparar-se para cantar o Sutra do Coração. Para isso pode-se manter a postura de meditação, ou sentar-se sobre os calcanhares, no estilo japonês, ou ainda, ficar de pé.

Depois do canto, seguem-se mais dois minutos de silêncio. Durante este tempo, pode-se fazer três reverêncais completas até o chão, caso o praticante queira.

As instruções sobre como fazer o zazen encontram-se dentro do encarte, assim como o texto do Sutra do Coração em japonês e português.

As cinco faixas finais são: o Sutra do Coração em português, o Daihi Shin Darani e três músicas zen, extraídas dos CDs Flauta Zen – Volumes I, II e III, respectivamente. Essas músicas são executadas pelo flautista japonês Yôichi Okada e são exemplos autênticos da música zen.

Francisco Casaverde

Faixas:

1) Toque do Han e 5 minutos de silêncio
2) Sinos do início do zazen
3) Zazen de 40 minutos
4) Sino do final do zazen
5) Dois minutos de silêncio
6) Sutra do Coração em japonês com oferecimento
7) Dois minutos de silêncio
8) Sutra do Coração em português
9) Daihi Shin Darani
10) Koku (música zen com Yôichi Okada)
11) Uta-Renbo (música zen com Yôichi Okada)
12) Sashi (música zen com Yôichi Okada)